Como lidar com o Luto

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Como seria bom se houvesse uma fórmula mágica para fazer sumir a tristeza de perder um ente querido, de um relacionamento que terminou, de um emprego que perdemos.

Pois é, o processo de luto não é apenas sobre a morte de alguém, mas também de algo que amamos e perdemos. Podemos passar pelo luto de perder um emprego, um animal de estimação e até mesmo de passar para outra fase da vida. Pense em como é difícil deixar de ser criança, sem responsabilidades, sem problemas e começar a enfrentar o que a vida nos impõe.

O Luto significa que você se apegou a algo ou alguém e, agora, precisa reconstruir sua vida sem ter mais aquilo que você tanto amou.

Todos nós passamos por vários processos de luto ao decorrer de nossa vida, pois é um processo natural de desapego.

Mas, e quando não conseguimos lidar com a perda? Como podemos saber se aquele luto é normal ou patológico?

Em adultos, o luto é considerado patológico quando dentro de um período de um ano, a pessoa ainda permanece demonstrando os sintomas característicos do luto. Já em crianças, o período é menor: 6 meses.

Como saber se preciso de ajuda profissional?

Quando o luto não é tratado pode-se desenvolver transtornos depressivos, ansiedades, transtorno do estresse pós-traumático, até mesmo doenças físicas, que são as doenças psicossomáticas.

Além da tristeza prolongada, é importante saber que o luto pode desencadear processos de culpa intensa, pensamentos suicidas, perda ou ganho de peso, problemas para dormir, aquela sensação constante de ter uma faca encravada em seu peito, sentimento constante de ira.

Em alguns casos, algumas pessoas começam a abusar de substâncias, como álcool e outras drogas após a perca de um ente querido ou um relacionamento. É uma tentativa frustrada de medicar a dor emocional, que ela está sentindo.

Se a pessoa começa a demonstrar este quadro de sintomas, é imprescindível o apoio psicoterápico e até medicamentoso, em alguns casos.

Os 5 Estágios do Luto

É importante conhecermos as fases do luto, para entendermos o que acontece com nossa mente, como também vai nos ajudar a sermos mais empáticos com a dor de alguém que está atravessando um processo de luto.

Negação

Quando perdemos algo, uma das primeiras coisas que nossa mente faz é negar que aquilo está acontecendo. É uma forma de nos proteger da dor da perda.
A pessoa pode negar suas emoções quando admite a perda, mas diz que não se importa, diminuindo sua dor. Outras pessoas negam buscando fugir da situação seja dormindo demais, descontando na compulsão por comida ou tentando fazer várias coisas, para se distrair.

Raiva

No processo de luto o amor e o ódio estão muito misturados e podemos sentir tudo ao mesmo tempo. E tá tudo bem. Então, é bem comum que a perda nos faça sentir muita raiva e, muitas vezes, direcionamos esta raiva contra nós mesmos, contra outra pessoa, como o médico, que nos deu a notícia, até mesmo contra Deus.

Negociação

Nesta fase, a pessoa já percebeu que ter raiva não funcionou, então, ela começa a barganhar, a tentar encontrar uma forma de adiar a perda, por exemplo se tornando mais obediente ao tratamento, fazendo promessas a Deus, aos santos. Algumas negociações podem ser positivas, como alguém que está prestes a se divorciar tenta fazer uma terapia de casal, para tentar reverter a situação.

Depressão

Isto não significa que a pessoa está sofrendo de uma depressão clínica, mas sim que chega um momento em que um profundo sentimento de tristeza toma conta da pessoa.

Ela já tentou negar, esbravejar, negociar e parece que foi em vão. Então, começa a surgir aquele senso de impotência, que gera muita tristeza. Pode não parecer, mas esta é uma tentativa de sua mente fazer seu corpo descansar, de parar um pouco, de te fazer refletir, para que surja a próxima fase: a Aceitação.

Aceitação

Nesta fase a pessoa já conseguiu elaborar o que aconteceu, sabe que aquilo fez parte de sua história. Consegue acolher aquilo que foi positivo, aprender com os erros e agora passa a olhar mais positivamente para a realidade, sem culpar a si ou a outros. Não é esquecer o que passou, mas dar um novo significado, olhar com outros olhos.

Todas essas fases fazem parte de um processo. Nenhuma fase é ruim em si mesma, mas podem ser extremamente dolorosas. O mais importante é saber que não adianta fugir, é preciso atravessar para chegar do outro lado.

Sei que pode estar se vendo em algumas dessas fases e que pode estar sendo difícil para você lidar com a morte de alguém que você, superar um relacionamento que não deu certo ou mesmo aceitar o sofrimento inevitável da vida. Mas, você não precisar passar por tudo isso sozinho, sozinha, busque ajuda.

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